Buda

Sidarta Gautama foi um príncipe que nasceu em Lumbini, atualmente no Nepal, há 2500 ou 2800 anos. Como príncipe, Sidarta esteve, desde o nascimento, cercado por todos os prazeres que o mundo material poderia oferecer. Possuía empregados, um harém, poder, riqueza e fama. Foi casado e teve um filho.

Seu pai, temendo perder o herdeiro, o cercava de todos os cuidados e tentava ao máximo impedir que ele visse o sofrimento dos outros ou sentisse qualquer tipo de desconforto. No entanto, aos poucos, o príncipe Sidarta começou a perceber que nem a fama nem os prazeres, nem o poder nem a riqueza eram capazes de garantir uma felicidade verdadeira e duradoura.
Com a intenção determinada de atingir a iluminação e dessa forma encontrar um caminho capaz de verdadeiramente eliminar o sofrimento, Sidarta fugiu do reino de seu pai e por seis anos praticou meditação para chegar à iluminação. Isso aconteceu em Bodhigaya, na Índia, onde até hoje existe a árvore sob a qual Buda atingiu a iluminação.
Após a iluminação chamamos Sidarta Gautama de Buda Shakyamuni. Diz-se que Buda Shakyamuni foi o quarto Buda da nossa era a dar os ensinamentos. O quinto será Buda Maitreya.
A palavra buda significa iluminado, shakya faz referência ao clã ao qual pertencia Sidarta Gautama e muni significa capaz. Todos os ensinamentos budistas que estudamos e praticamos hoje vieram de Buda Shakyamuni, que os transmitiu a seus discípulos, que por sua vez os retransmitiram a seus discípulos numa linhagem ininterrupta.
Depois de Buda, muitos outros praticantes também atingiram a iluminação e se tornaram budas. Em tibetano, a palavra para buda é sáng-guiê. Sáng significa iluminar, purificar, limpar, eliminar completamente todos os venenos e as aflições mentais como a raiva, o desejo, o orgulho, o ciúme, a inveja, a avareza, a ignorância, dentre outras. E Guiê quer dizer crescer, aumentar, desenvolver. Portanto, um buda é alguém que eliminou completamente todas as aflições e venenos mentais e desenvolveu completamente todas as qualidades.

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